
O que me revolta
Me revira do avesso
Me atravessa e
Me descalça em todo tropeço
Então busco a calma
Nos trapiches da vida
Me remexo por dentro
Até achar a saída
Diga o que quiser
O que sou é forte e vibra
Pense o que lhe convier
Sou uma mulher de fibra
Me procure amanhã ou depois
Não me perca de vista
Não tente me entender
Embarco agora e não mudo de pista
Batalhe meu irmão, se me quiser por perto
Faça a sua luta e me encontre depois
Ali naquela esquina...
Se estiver aberto...
Se assim não for, não dá nada não
Pegue a linha do horizonte e emoldure sua dor
Sufoque o gemido com o travesseiro
E logo após adormeça sob a linha do equador.
Carla Amarelle


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